Neste ano de 2026, quando começo este novo projeto, faço oito anos de empreendedorismo. Eu acho muito bom comemorar. Não com velas e bolos, ainda que adore, mas com reflexões. As datas nos fazem pensar, refletir, mais do que celebrar. Quando eu comecei a empresa, tímida, envergonhada (pasmem!), sem realmente saber se o mercado perceberia valor no que faço, foi em mais um daqueles momentos que a gente tem na vida que costumamos chamar de decisivos. Foi uma construção bem pensada – a ponto de a PJ também ser de Virgem rsrs, ou alguém aqui já viu virginiana fazer alguma coisa sem arquitetar muito bem? –, mas mesmo assim temerosa.
Ainda que a carreira de executiva não traga garantia alguma, estar vinculada a uma empresa costuma nos dar a ilusão de que temos um esteio, uma base, a tão aclamada segurança que mamãe sempre quis. A gente sabe que não é assim. A vida não tem garantias. O bacana é que se reconhece o verdadeiro valor quando se vai caminhando solo, em todos os aspectos. Nas finanças, no planejamento, na prospecção, na negociação, na entrega, no feedback. Porque aí não tem uma grande marca por trás a nos defender ou nos encorajar. Nós somos a grande marca. Nós somos o nosso nome.
Lembro muito do pai nessa decisão. Ele, que nunca foi empregado de ninguém, porque primava acima de tudo pela liberdade de ser quem ele era, sempre me dizia: “Minha filha, só tem duas coisas que são tuas nesta vida, que vão te acompanhar para sempre: teu nome e tua liberdade. Então, zela por eles”. Esse foi o testamento do velho Goulart. Não houve bens, não houve dinheiro. Houve um eterno compromisso em ser quem se é. Duela a quien duela.
Hoje atuando com projetos que buscam a identidade do cliente, percebo o quanto nossa trajetória, bem construída, é um ativo que por muitas vezes não percebemos que temos em mãos. A prova é que meus primeiros clientes foram exatamente pessoas com as quais eu tinha tido uma relação anterior. Seja como jornalista, seja como gestora de marketing. Pessoas que fui procurando, que já conheciam o meu trabalho, e que foram contratando e indicando, contratando e indicando.
E aqui estou eu, mais de 40 clientes atendidos, muitos fiéis, alguns bumerangues e aqueles que começaram junto e que não me largam de jeito nenhum rsrs… Benzadeus! Benza eles! Muda a forma de trabalho, surgem outras necessidades, e os vínculos vão se fortalecendo. Porque crescemos juntos, evoluímos na construção da comunicação, do bom relacionamento, da compreensão de que os desafios são gigantes e diários. Mas que acima de tudo é preciso estar disponível. Para o que sabemos fazer e para criar novas formas de atuar em conjunto.
Com quase duas mãos cheias, eu agradeço a cada um que cruzou nesse caminho, que indicou o trabalho, que retomou o contato, que elogiou. E também às puxadas de orelha – principalmente daqueles que demandam mais. “A gente só exige de quem sabe que tem mais para dar”, já me disse um desses. Pois que assim seja: sigam exigentes, cobradores, desafiantes. Essa a energia que me move. Obrigada!
