Se precisar de mim, desprecise!
Eu achei essa frase, que encontrei na capa do celular de um cliente, simplesmente sensacional. E olha que ele não é um cara qualquer, é gestor comercial de uma equipe vencedora que atua em todo o país, pleno de colaboradores e responsabilidades. Talvez justamente por isso, por ele ter essa postura de incentivar a autonomia, que as vendas tenham êxito. Porque ele sabe que a pessoa líder tem que cobrar – esse é o seu papel –, mas não pode ser necessária a todo o momento.
Isso vale para as relações corporativas e vale também para as relações pessoais. O precisar, de ter necessidade, de carecer, é uma desgraça tanto para quem demanda como para o demandado. Por isso que a gente vê tantas pessoas às tampas com o trabalho e com os afetos. A carência é fonte de muito dissabor. Para todos. A partir do momento em que a criatura não é mais necessária, ela se sente descartada; por outro lado, aquele que precisa não evolui.
Buscar a autonomia, sim, é o bacana das relações. Eu tenho o que te dar, tu tens o que me dar, e assim vamos seguindo nossos contratos, nossos combinados. A comunicação exerce papel fundamental nesse jogo. Sem meias palavras, sem subentendidos, tudo às claras.
Fácil, fácil, é escrever sobre. Praticar, a gente sabe, nem sempre é. Porque na fogueira das paixões todo mundo se sente único, especial, imprescindível. Mas a vida, essa pede que as coisas funcionem, cada um fazendo o seu papel. Quem está no comando – e sempre, em algum momento, estamos no comando, nem que seja da própria vida – sabe garantir a função de todos. Principalmente a própria!
